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SONETOS

VERA MARIA VIANA BORGES

(Soneto - Poesia Clássica devidamente metrificada e rimada, agrupada em dois quartetos e dois tercetos.)

PROFESSOR, ENSINE VERSIFICAÇÃO A SEUS ALUNOS!

   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
 
   
   
   
   
 
   
   
   

ENAMORADOS
Vera Maria Viana Borges


Teus olhos em meus olhos fixados,
Iluminam minha alma sutilmente.
Com as centelhas do olhar, os bens sonhados
Afloram em meu ser ardentemente.

Tuas mãos em minhas mãos! Enamorados...
O anseio da paixão surge fluente,
Tecemos sonhos róseos, perfumados,
Só o luar sendo nosso confidente.

Este sorriso que te enfeita a face,
Que me fascina e que me deixa louca,
Fez com que em mim o amor desabrochasse.

Inebriante, mais que o vinho, é o ensejo,
De tua boca molhada em minha boca,
Selando o nosso amor com um grande beijo.

AO MEU FILHO
Vera Maria Viana Borges

Beijo-te filho, a face ternamente,
Peço bênçãos à Virgem, sem tardança,
Para encher-te com fé, com luz a mente,
Dando-te paz, saúde e segurança.

O teu sorriso puro e complacente
Hei de guardar p’ra sempre na lembrança,
Comigo há de ficar eternamente
Enchendo-me de paz e confiança.

Passo a passo, envereda sem maldade,
Se acaso a desventura te afrontar,
Sê forte, enfrenta os travos com vontade.

Busca abrigo no amor, na inteligência,
A inspiração em Cristo vais achar,
Cultiva a honra, o caráter e a decência.

 

MÃE
Vera Maria Viana Borges

Sublime ser, divina criatura
Que pequeninos pode conceber
Na entranha aconchegante, calma, pura,
Ninho de paz, referto de prazer.

Protege, zela, cuida com doçura,
Anima, dá calor, faz florescer
No peito do petiz o amor que dura,
Vibrando forte até envelhecer.

Com seiva do seu corpo alimentando,
Doando-se a alma e o próprio coração,
Dias e noites... sempre se entregando...

Quer seja preta, branca, pobre ou rica,
Resume amor, ternura, compreensão.
Este tesouro é a mãe que se dedica.

 

PAI
Vera Maria Viana Borges


Pai! Proteção, amparo, amor, ternura...
Partícipe do dom de gerar vida,
É força, alento, paz, muita doçura,
Mesmo após o sofrer da dura lida.

Para educar e p’ra trazer fartura,
Quanta inquietude e noite mal dormida!
Toda carinho a santa criatura
Com paciência à prole dá guarida.

Humildemente volta a ser menino...
Nas brincadeiras fica todo imerso,
Para entreter o filho pequenino.

Ensina a ter no Pai do Céu, um guia,
O Senhor, Criador, Rei do Universo,
Que vivo está no Pão da EUCARISTIA.

 

FELICIDADE
Vera Maria Viana Borges

Busquei-te na criança que brincava,
Até mesmo num ponto verdejante,
Na bela rosa que desabrochava,
No céu, no mar, num monte tão distante.

Em vão busquei-te em nuvem que passava,
Tornou-se compulsão, gesto incessante:
Obsessivamente eu procurava.
Encontrei-te em meu peito num instante.

Pude ver-te em manhã de sol ardente,
No entardecer de brisa tão fagueira,
Na noite de luar resplandecente.

No meu interior brilhou a luz:
Felicidade existe, é companheira
Daquele que em seu peito tem Jesus.

 

TERNURA IMENSA
Vera Maria Viana Borges

Pai Celeste, são tantos os presentes:
As bênçãos que nos dás a cada dia,
O dom da vida, amigos e parentes,
Mais... o amor de Jesus e de Maria.

Do Teu Filho no Pão estão latentes
Corpo e Sangue na Santa Eucaristia,
Habitas nossos egos, nossas mentes,
Enchendo-nos de paz e de alegria.

A água, o sol, a saúde, a casa, o pão,
Nos momentos difíceis o ombro amigo,
O abraço solidário de um irmão.

Agradeço-Te ó Deus, pela presença!
Estiveste na dor sempre comigo,
Rendo-Te graças Pai, ternura imensa.

 

O VINHO
Vera Maria Viana Borges

Nas BODAS em CANÁ, tudo obedece ao rito!
Encontravam-se ali, Maria e o REI DA VIDA,
Eis que faltando o vinho a MÃE busca o infinito
Amor do Filho que pode fazê-La ouvida.

Enchei as talhas de água, ordenando o Bendito,
Alegra aquela gente e a bebida servida
Supera a precedente e perplexo, aflito,
Aceita o mestre-sala a prova merecida.

Transformando Jesus, água naquele vinho,
Manifesta-se a Glória e todos crêem Nele.
Acrisola-se a fé no mais puro cadinho.

No sabor, no buquê, na pureza e padrão,
Não se produzirá bom vinho como aquele
Que por JESUS foi feito em transubstanciação.

 

TRISTEZA
Vera Maria Viana Borges


Sob a marquise nu, pobre menino,
Junto à mãe, magricela de cor preta.
Ao peito alimentando o pequenino,
Que em drama crucial, suga-lhe a teta.

Consumindo-se em dor, triste destino,
Sem paradeiro, vira este planeta.
Feito bicho seguindo em desatino,
Contorce-se de frio, faz careta.

Na selva urbana estampa-se a tristeza,
O inditoso carpindo na calçada,
Emoldurando a cena da pobreza.

Com fome, coração empedernido,
A higiene no banho da enxurrada,
No olhar, na face, o pranto dolorido.

 

O SONETO
Vera Maria Viana Borges

Com perfeição formal e clássico motivo,
Com vocábulo raro em quartetos, tercetos,
A arte pela arte expressa e encanta no preciso
Versejar tão cantante e belo dos sonetos.

O estro pulula na alma e pulando o incentivo
No papel do escritor que efetua esqueletos,
Registra, perpetua e cansa; como um crivo
Adorna com lirismo, os livros e folhetos.

Estereotipada a linha que enternece,
Com métrica e cadência, a forma sempre rica,
No último verso em chave e em ouro,o fecho tece.

Através de Petrarca, o apogeu, faz nascer,
A forma de poesia, uma forma que fica.
O Soneto? O soneto, ELE NÃO VAI MORRER.

 

AVE MARIA
Vera Maria Viana Borges

O Sol se põe, termina uma jornada!
Aqueceu, brilhou com seu esplendor,
Encheu de luz a Terra na Alvorada,
Tornou fecundo o trigo, o fruto, a flor.

O homem do campo deixa sua enxada,
Chega da Escola o jovem com vigor,
O operário cansado em sua morada
Busca conforto, alento, paz e amor.

A Natureza agora entra em repouso...
Aos poucos cada um procura o pouso.
Tudo se aquieta pois termina o dia.

Na Igreja os sinos tocam, anoitece!
Pronuncia-se então solene prece,
Em cada lábio soa: AVE MARIA!

 

ÉS SOL, QUERIDO!
Vera Maria Viana Borges

És Sol, querido, és Sol, ardente amor,
Que me aquece e me enleva com doçura.
Jóia rara, de rútilo esplendor
Que me abraça e me beija com ternura.

Nada haverá pois, de maior valor...
Mesmo as flores com tanta formosura,
Vibrarão além deste nosso ardor
Que é paz, é gozo, é calma e é loucura.

Eras quase um menino, bem me lembro...
Na imagem refletida em alabastro
Vejo o teu rosto, o corpo e cada membro.

Por tantos anos já somos casados!
Com as bênçãos de Jesus, o grandioso ASTRO,
Seremos para sempre NAMORADOS.

 

AMARRAS
Vera Maria Viana Borges

 

Veleiro de ilusão singrando mares,
Rompe barreira, quer cruzar fronteira,
Tem na gaivota que sulcando os ares,
Solitária e constante companheira.

Navega em utopia, sem teares,
Tecendo fantasia pegureira,
De sonho encantador, leves cantares,
De uma canção suave, costumeira.

Franjas douradas brilham no horizonte,
Nas fímbrias da esperança e do desejo,
Almejando encontrar do amor a fonte.

Percorrendo distâncias abissais,
Ancoro em teu sorriso, no teu beijo,
Doces amarras me prendendo ao cais.


 

 

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